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COLUNA DO PSICANALISTA

TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO (TOC)

A característica essencial do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) são pensamentos obsessivos ou atos compulsivos recorrentes.

Diferente dos demais transtornos de ansiedade, o TOC sempre foi reconhecido como um transtorno independente e claramente patológico.

Pensamentos obsessivos são idéias, sentimentos ou imagens que entram na mente do indivíduo repetidamente. São sempre angustiantes, e o paciente tenta, sem sucesso, resistir-lhes.

Atos ou rituais compulsivos são comportamentos conscientes, como contar, verificar ou evitar, que se repetem muitas vezes. Não são agradáveis nem resultam na execução de tarefas inerentemente úteis. O indivíduo utiliza a compulsão para se ver livre do pensamento obsessivo. Reconhece sua irracionalidade e experimenta a obsessão e a compulsão como estranhas ao seu eu (ego-distônicas), além de sentir um forte desejo de resistir a elas, sem conseguir, entretanto.


A prevalência em um ano está em torno de 0,5% da população. O TOC começa na adolescência ou início da vida adulta, e afeta igualmente homens e mulheres.

CAUSAS:

Fatores biológicos, genéticos e psicológicos estão presentes na etiologia do TOC:

Fatores Biológicos

Há associações entre o TOC e os quadros depressivos.

Estudos com métodos de imagem (ressonância magnética, fluxo sangüíneo regional cerebral e tomografia com emissão de pósitrons) têm demonstrado anormalidades nos núcleos caudados, córtex pré-frontal e ventrículos cerebrais.

Fatores Genéticos

A incidência maior em gêmeos monozigóticos e em parentes do primeiro grau sustenta esta hipótese.


Fatores Psicológicos

A personalidade anancástica e defesas psicodinâmicas (isolamento, anulação, formação reativa) e o pensamento mágico estão presentes nos pacientes com TOC. O conhecimento destes fatores nos ajuda a compreender seu funcionamento psicológico e melhorar a relação médico-paciente.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

O conteúdo do pensamento obsessivo pode envolver algumas áreas principais: preocupação com limpeza, medo de que algo terrível possa acontecer (incêndio, morte), preocupação com simetria, ordem ou exatidão, idéia de pecado, números de sorte ou de azar, idéias sexuais proibidas ou perversas.
As compulsões são geralmente de lavar as mãos, banho, arrumar-se de maneira excessiva e ritualizada, rituais repetidos (sentar e levantar da cadeira, pisar apenas nas pedras brancas etc.), verificar portas e fechaduras, tocar em objetos, contar e colecionar.
Mais da metade dos pacientes tem início dos sintomas antes dos 24 anos, sendo a idade média em torno dos 20 anos.

TRATAMENTO

Os antidepressivos em doses elevadas têm lugar assegurado no tratamento do TOC.

A Psicoterapia é a terapia de escolha para o TOC. As técnicas de dessensibilização, cessação do pensamento e condicionamento aversivo têm apresentado bons resultados quando associadas à farmacoterapia.


Procure um Psicanalista.

Por: Dr. Paulo Paes