A
HISTÓRIA DO CRISTIANISMO
HISTÓRIA DO CRISTIANISMO (Palestra realizada em
31/05/2008)
1.1 Introdução
A religião cristã surgiu na região
da atual Palestina no século I. Essa região
estava sob domínio do Império Romano neste
período. Criada por Jesus, espalhou-se rapidamente
pelos quatro cantos do mundo, se transformando atualmente
na religião mais difundida.
Jesus foi perseguido pelo império Romano, a pedido
do imperador Otávio Augusto (Caio Júlio
César Otaviano Augusto), pois defendia idéias
muito contrárias aos interesses vigentes. Defendia
a paz, a harmonia, o respeito um único Deus, o
amor entre os homens e era contrário à escravidão.
Enquanto isso, os interesses do império eram totalmente
contrários.
Atualmente, encontramos três ramos do cristianismo:
catolicismo, protestantismo e Igreja Ortodoxa.
1.2 Doutrina Cristã
De acordo com a fé cristã, Deus mandou ao
mundo seu filho para ser o salvador (Messias) dos homens.
Este seria o responsável por divulgar a palavra
de Deus entre os homens. Foi perseguido, porém
deu sua vida pelos homens. Ressuscitou e foi para o céu.
Ofereceu a possibilidade da salvação e da
vida eterna após a morte, a todos aqueles que acreditam
em Deus e seguem seus mandamentos.
A principal idéia, ou mensagem, da religião
cristã é a importância do amor divino
sobre todas as coisas. Para os cristãos, Deus é
uma trindade formada por : pai (Deus), filho (Jesus) e
o Espírito Santo.
1.3 O Messias (Salvador)
Jesus nasceu na cidade de Belém, na região
da Judéia. Sua família era muito simples
e humilde. Por volta dos 30 anos de idade começa
a difundir as idéias do cristianismo na região
onde vivia. Desperta a atenção do imperador
romano Júlio César, que temia o aparecimento
de um novo líder numa das regiões dominadas
pelo Império Romano. Em suas peregrinações,
começa a realizar milagres e reúne discípulos
e apóstolos por onde passa. Perseguido e preso
pelos soldados romanos, foi condenado à morte por
não reconhecer a autoridade divina do imperador.
Aos 33 anos, morreu na cruz e foi sepultado. Ressuscitou
no terceiro dia e apareceu aos discípulos dando
a eles a missão de continuar os ensinamentos.
1.4 Difusão do cristianismo
Os ideais de Jesus espalharam-se rapidamente pela Ásia,
Europa e África, principalmente entre a população
mais carente, pois eram mensagens de paz, amor e respeito.
Os apóstolos se encarregaram de tal tarefa.
A religião fez tantos seguidores que no ano de
313, da nossa era, o imperador Constantino concedeu liberdade
de culto. No ano de 392, o cristianismo é transformado
na religião oficial do Império Romano.
Na época das grandes navegações (séculos
XV e XVI), a religião chega até a América
através dos padres jesuítas, cuja missão
era catequizar os indígenas.
1.5 A Bíblia
O livro sagrado dos cristãos pode ser dividido
em duas partes: Antigo e Novo Testamento. A primeira parte
conta a criação do mundo, a história,
as tradições judaicas, as leis, a vida dos
profetas e a vinda do Messias. No Novo Testamento, escrito
após a morte de Jesus, fala sobre a vida do Messias,
principalmente.
1.6 Principais festas religiosas
Natal: celebra o nascimento de Jesus Cristo (comemorado
todo 25 de dezembro). Páscoa : celebra a ressurreição
de Cristo.
Pentecostes : celebra os 50 dias após a Páscoa
e recorda a descida e a unção do Espírito
Santo aos apóstolos.
1.7 Os Dez Mandamentos
De acordo com o cristianismo, Moisés recebeu Deus
duas tábuas de pedra onde continham os Dez Mandamentos:
1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagem de escultura,
não te curvarás a elas, nem as servirás.
3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu
Deus em vão.
4. Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo.
Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia
é o sábado do seu Senhor teu Deus, não
farás nenhuma obra.
5. Honra o teu pai e tua mãe.
6. Não matarás.
7. Não adulterarás.
8. Não furtarás.
9. Não dirás falso testemunho, não
mentirás.
10. Não cobiçarás a mulher do próximo,
nem a sua casa e seus bens.
A PROBLEMATIZAÇÃO ENTRE O BEM E DO MAL INTRODUÇÃO
Há indagações a respeito do bem e
do mal, do certo e do errado, se verdadeiramente existe
um bem na figura de Deus e do Filho Salvador e um mal
na figura do diabo ou satanás ou demônios,
que usam pessoas afastadas de Deus e os que nele não
crê, para a perdição da humanidade,
como descrito nas escrituras sagradas.
Ou se a problemática do bem e do mal esta na questão
moral cultural ou se é um fruto da seleção
natural do homem.
Filósofos buscam respostas fora das escrituras
para tentar se chegar a uma resposta sobre a problemática
do bem e o mal, colocando no âmbito da moral e na
cultura de cada povo, acreditando que podemos encontrar
o bem e o mal em nós mesmos, em nossas atitudes
perante a sociedade em que vivemos .
Cientistas entram nessa indagação e tentam
através de pesquisas, buscarem uma resposta para
a problemática do bem e do mal na seleção
natural do homem, tentando provar que ser bom ou ser mau,
pode ser uma das formas agregadas ao DNA de uma pessoa,
se já nascemos bons ou ruins, e até que
ponto nossa sociedade vai influenciar sobre o eu bom ou
o eu ruim.
A igreja, sustenta sua posição no dogma
das escrituras, na fé, colocando Deus como criador
de infinita bondade, e o homem como sua imagem é
bondoso e posto a prova a todo momento pelo mal na figura
do diabo.
São muitas as indagações sobre a
problemática do bem e do mal, e muito os caminhos
que tentam explicar ou buscar soluções para
essa problemática.
Nosso trabalho, não tem a intenção
de resolver o problema, ou de responder a todas as perguntas,
mas sim de fazer uma reflexão sobre as questões
e suas diversas vertentes.
O presente estudo visa colocarmos em discussão,
a questão do bem e do mal enquanto dogma religioso,
como requisito moral e como fruto da seleção
natural e da evolução humana, buscando uma
conclusão a respeito das diversas teorias, não
para sermos formadores de opinião, mas para esclarecermos
a nossa.
É na busca de um entendimento que nos debruçamos
sobre tal questão.
CAPITULO 1: O COMEÇO DE TUDO
Cinco perguntas permeiam a vida:
1. Origem: De onde viemos?
2. Identidade: Quem somos?
3. Propósito: Por que estamos aqui?
4. Moralidade: Como devemos viver?
5. Destino: Para onde vamos?
As respostas destas perguntas dependem da existência
de Deus. Se Deus existe, então existe significado
e propósito para a vida. Se existe um verdadeiro
propósito para a sua vida, então existe
uma maneira certa e uma maneira errada de viver. As escolhas
que fazemos hoje não apenas nos afetam aqui, mas
também na eternidade. Por outro lado, se Deus não
existe, então a conclusão é que a
vida de alguém não significa nada. Uma vez
que não existe um propósito duradouro para
vida, não existe uma maneira certa ou errada de
viver. Não importa de que modo se vive ou naquilo
em que se acredite, pois o destino de todos é o
pó.
Origem
Deus ordenou a Adão e Eva que comessem de todos
os frutos, mas lhes proibiu de tocar de tocar no da ciência,
alertando-os de que morreriam se o comessem. Havia então
perfeita harmonia entre todos os animais, e a serpente
estava muito acostumada com Adão e Eva. Mas a sua
malícia a fez invejar a felicidade de que ambos
desfrutariam se observassem a ordem divina e julgasse
ela que ao contrário, eles seriam vítimas
de todas as desgraças se desobedecessem, tratou
de persuadir Eva a comer do fruto proibido. Para melhor
induzi-la, disse que o fruto continha uma virtude secreta,
que dava o conhecimento do bem e do mal, e que se ela
e o seu marido comessem dele, seriam tão felizes
quanto Deus. Assim a serpente enganou a mulher, e esta
desprezou a ordem divina: comeu o fruto, alegrou-se por
tê-lo feito e induziu Adão a comê-lo
também. Ora, como era verdade que o fruto dava
grandíssimo discernimento, eles logo perceberam
que estavam nus e sentiram vergonha. Então tomaram
folhas de figueira para se cobrir, julgando-se mais felizes
do que antes, porque agora conheciam o que até
ali haviam ignorado. Deus entrou no jardim, e Adão,
que antes do pecado conversava familiarmente com Ele,
não ousou apresenta-se, por causa da falta que
havia cometido. Como consequência, após tentarem
se desculpar, Deus dar-lhes as devidas sentenças,
a cada um segundo seus atos. Ao homem, a mulher e a serpente.
Pecado Original
É necessário compreendermos
que, por natureza, o homem está espiritualmente
morto. Além disso, temos que captar o fato de que
ele é governado por este mundo e pela mente deste
mundo, que é governado pelo princípio do
mal que está operando neste mundo e que, por sua
vez, é governado pelo "príncipe das
potestades do ar", aquele grande chefe, o diabo,
satanás, o deus deste mundo, que exerce controle
sobre todos os poderes e forças que dirigem e governam
os homens e determinam o tipo de vida que o homem leva
neste mundo. Esse é o estado, a condição.
Nada é tão fátuo como a idéia
de que a doutrina Cristã é afastada da vida.
Não existe nada mais prático, e o mundo
está hoje em suas atuais condições
de desordem porque os homens não querem reconhecer
a veracidade daquilo que a Bíblia ensina sobre
o
homem.
Quão distante do ensino bíblico está
a comuníssima idéia de que o cristianismo
é simplesmente uma coleção de numerosas
máxima de moral, e que deve ir à igreja
aos
domingos apenas para receber algum encorajamento, para
que lhe digam qual é o seu
dever e que você é bom se o pratica, e nada
mais. Isso nem é o começo do estudo do
verdadeiro problema. Antes de podermos ter a mínima
possibilidade de compreender a
verdadeira natureza do problema, temos de entender o que
é o homem no estado de
pecado.
Portanto, havendo examinado o homem em seu verdadeiro
estado e condição, chegamos ao ponto, que
é a explicação da sua condição.
Porque o homem se acha nessas condições?
O que o levou a isso? Qual a explicação?
Desobediência
"Em que noutro tempo andaste segundo o curso deste
mundo, segundo o príncipe das potestades do ar,
do espírito que agora opera nos filhos da desobediência."
(Ef 2:2)
É sempre esse o ponto essencial da explicação
bíblica sobre por que o homem é assim. O
problema primário essencial, é a desobediência.
Foi isso que levou a todos os nossos problemas e desgraças.
Noutras palavras, trata-se da nossa relação
com Deus. E notem que a ênfase é que o pecado
não é meramente negativo, não é
meramente ausência de qualidades, não é
meramente ausência de alguma coisa; é positivo,
ativo, é deliberado. A desobediência, é
fuga da obediência, é questionar o direito
que Deus tem de exercer o comando sobre nós, noutras
palavras, é rebelião. E é isso que
a Bíblia diz do homem do começo ao fim.
Livre Arbítrio
"Se o faço de livre vontade, tenho galardão."
(I Co 9.17a)
A inclinação da carne é inimizade
contra Deus, pois não é sujeita à
lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Isso é
importante, nesse sentido, que mostra que o homem, em
consequência do pecado, em consequência de
ser ele dominado pelo diabo e pelo princípio que
este introduziu, e pela mente deste mundo, acha-se em
tal estado e condição que ele não
pode obedecer a Deus. O homem gosta de pensar que é
absolutamente livre para escolher o que quiser, ele pode
escolher não servir a Deus, se o desejar; e pode
escolher ser cristão, se assim também for
o seu desejo. A afirmação da vontade do
homem, do livre arbítrio, é a ordem do dia.
O homem natural não é sujeito a vontade
de Deus.
Ele quer pecar, gosta de pecar, gloria-se em pecar. Não
exerce negativamente a sua vontade para pecar; o que ele
não pode fazer é querer o bem positivo,
o bem espiritual. É incapaz disso, e aí
está, porque ele precisa nascer de novo.
Natureza
"E éramos por natureza filhos da ira, como
os outros também". (Ef 2.3)
Não nascemos com equilíbrio
justo, com possibilidade de ir para este ou aquele caminho.
Nascemos com forte inclinação unilateral.
Por natureza, começamos com isso, com uma tendência
para o mal, tendo a vontade em escravidão, sob
o domínio de satanás, com cobiças
e maus desejos e esperando por uma oportunidade para demonstrar-se
e manifestar-se.
Universalidade
"Todos pecaram e destituídos da glória
de Deus estão..."
Todos. O erro fatal é pensar sempre
em termos de atos e ações, e não
em termos de natureza e de disposição em
vez de pensar em termos de relação com Deus.
Não importa quão responsável você
seja se você não está vivendo inteiramente
para à glória de Deus e sim para sua auto-satisfação
e auto-suficiência final e justiça própria
é o pecado dos pecados ou seja pecado universal.
CAPITULO 2: O BEM E O MAL NO ASPECTO MORAL E NA SELEÇÃO
NATURAL DA EVOLUÇÃO HUMANA
O bem e o mal no aspecto moral
Algumas são as formas de reflexão sobre
a problemática do bem de do mal, reflexões
com base na metafísica, no filológico e
na questão moral.
Para a filosofia de Fiedrich Nietzsche, a problemática
do bem e do mal, está além da religião
e além de Deus. O filósofo coloca o cristianismo
com um platonismo para o povo, afastando o homem da realidade
e colocando numa condição submissa e servil,
para com a igreja e o estado, não deixando o homem
enxergar a problemática do bem e do mal como devem,
no âmbito da moral chegando a criticar outros filósofos
como Kant por este servir a igreja e o estado.
A vida humana é colocada como uma coisa que esta
alem do bem e do mal, não há na vida uma
relação negativa com outra vida do além,
para o filósofo o espírito humano é
livre e deve libertar-se daquilo que se chama alma.
Há na vida sensações, que segundo
Niet, queremos afastar ou que queremos chegar. São
essas sensações associadas a reflexões,
que comandam o nosso "livre-arbítrio",
ou seja, que comanda o nosso ato de vontade, passando
por conclusões errôneas ou não sobre
o desfecho dessa vontade e seu efeito. A causas somos
nós que inventamos, pois, se acreditarmos que a
causa segue o efeito estamos dizendo que a vontade não
é livre e, portanto esta presa a questão
impostas pela mitologia religiosa, não a questão
morais.
Em todas partes aonde encontramos um conceito moral, encontramos
uma avaliação e uma classificação
hierárquica dos instintos e dos atos humanos. Essa
classificação está intimamente ligada
ao meio social em que o individuo vive. Variando muito
o conceito de bem e mal, conforme varia as condições
morais de uma sociedade para outra.
A noção de bem e mal por estar ligada a
condições morais de uma sociedade, pode
levar os jovens, a enfrentar os conceitos morais, fazendo
uma reflexão sobre o valor e não valor de
alguns conceitos e suas consequências, quando deveriam
fazê-lo em relação a suas origens.
Os jovens de uma sociedade liberal agem com impetuosidade
e agem dentro de sua vontade sem a devida reflexão
do efeito de seus atos, levando o jovem a desilusões,
fazendo com que se volte contra si mesmo. Mais tarde com
a maturidade, compreende que tudo era só juventude
e que seus atos produziam efeitos que os colocavam como
fruto do mal, por não estarem enquadrado no conceito
moral da sociedade.
Diferente das sociedades mesmo liberais não víamos
e nem vemos a ocorrência de tais efeitos, pois,
as ações dos jovens refletiam e refletem
nos mais velhos, e o efeito do insucesso ou do êxito
de um jovem fazia com que se pensasse no bem e no mal
de uma ação.
Para Niet, não há como transformar um homem
mal em um homem bom, num santo, pois, seria uma contradição
aceitar tais fenômenos, pois, o estado da alma encontra-se
diametralmente oposto a moral.
Podemos dizer que evoluímos bastante no sentido
de já não se considerar o valor de uma ação
não pela consequência, mas pela origem.
Em toda parte aonde encontramos um conceito moral, encontramos
uma avaliação e uma classificação
hierárquica dos instintos e dos atos humanos. Essa
classificação está intimamente ligada
ao meio social em que o indivíduo vive. Variando
muito conceito de bem e mal, conforme varia as condições
morais de uma sociedade para outra, em síntese
é o que prega Friedrich Nietzsche.
O bem e o mal na seleção natural da evolução
humana
A posição filosófica da problemática
do bem e do mal, e a de que o bem e o mal são valorados
a partir do conceito moral de uma sociedade. Se o cego
atravessa a rua e o sinal esta aberto, devemos ajudá-lo
ou poderíamos tirar um sarro da cara do mesmo e
deixá-lo no meio da rua. Evidentemente que a qualidade
humana, nos faria praticar o bem, por sabermos distinguir
entre o certo e errado, o moral e o imoral entre o bem
e o mal.
A própria ciência responde parte da pergunta
dizendo que parte do senso de moralidade está ligada
ao aprendizado através do convívio dos outros,
ou seja, o senso de moralidade esta ligada ao convívio
social e o condicionamento a essas sociedades.
Mas dizem os cientistas, "noções básicas
de justiça pode ser encontrada até mesmo
em uma criança, e a nobreza de intenções
não é um atributo exclusivo do homem."
De acordo com a cientista Steven Pinker, psicólogo
da Universidade de Harvard,
estudioso da natureza humana e autor do livro "como
a mente funciona"; há uma razão
natural para crer que o senso de moral evoluiu em nossa
espécie em vez de precisar ser
deduzido da estaca zero por cada um de nós.
Pesquisando sobre o assunto, Steven Pinker verificou que
crianças de um ano e meio de idade, dão
brinquedo espontaneamente, oferecem ajuda e tentam consolar
adultos e outras crianças que estão visivelmente
aflitos.
Para o pesquisador, independentemente da nacionalidade
ou meio social que o homem conviva, há coisas que
desde muito pequeno o homem sabe distinguir como bom ou
mau, sinal de que foi programado geneticamente para saber
isso.
Steven Pinker sustenta que sua teoria afasta a problemática
sobre o bem e o mal no aspecto sócio moral e sustenta
que a moral é inata. Afirma o cientista, que o
ser humano já tem em seu DNA a distinção
do certo e do errado, e mesmo que arraigado na religião,
não aceitaria uma ordem divina de fazer o bem.
O cientista, afirma ainda que a moralidade inata, não
tira do homem a inteligência e, por conseguinte
pode o homem pensar estrategicamente e driblar a moral
inata, e tirar proveito dessa situação.
Podendo o homem ser manipulado, para achar que uma situação
natural imoral, lhe é moralmente justa, e combater
em guerra por essa causa.
"Diferente são os psicopatas", diz Steven
Pinker. Para os cientistas, os psicopatas não ten
a noção de moral inata, pois, tem um defeito
na formação do seu DNA, nem na educação
do indivíduo, mas em uma má formação
do cérebro.
Em síntese, para o pesquisador, o bem e o mal esta
definido na moral que é instalada no cérebro
de cada indivíduo, pela própria composição
genética de cada um, podendo o homem atingir graus
cada vez mais elevados de desenvolvimento.
CAPITULO 3: INVERSÃO DE VALORES
Vivemos em uma época de valores invertidos. As
coisas más são consideradas boas; e as boas,
más. A Palavra do Senhor avisa: "Ai dos que
ao mal chamam bem ao bem, mal! Que fazem da escuridão,
luz, e da luz, escuridão, e fazem do amargo doce,
e do doce, amargo!" (Isaías 5.20).
Voltaire afirmou, em suas filosofias, que o homem deve
determinar para si próprio o que considera bem
ou mal. Segundo ele o bem é tudo o que é
bom para a natureza humana; tudo o que impulsiona a vida
dessa natureza e colabora para as potencialidade humanas.
"Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda
espécie de males", (Tm. 3.10). Construímos
morais e éticas, concertos como liberdade e justiças.
Como sociedade definimos o bem e o mal. Separamos claramente
as coisas que sabemos que estão em acordo ou desacordo.
Pode-se dizer que o mal é ausência do bem,
como frio é a ausência do calor. Assim como
o frio, não é um fluído especial,
também o mal não é atributo distinto;
um é o negativo do outro.
Onde não existe o bem, forçosamente existe
o mal.
Não praticar o mal, já é um princípio
do bem. Tendo o homem livre-arbítrio, evitará
o mal sempre que quiser.
Sócrates foi o pai da idéia de que o pensamento
correto, produz a ação correta. Ele acreditava
que possuía um deus dentro de si, o qual lhe dizia
o que era certo e o que era errado. Mas quem é
guiado pela Palavra de Deus sabe que "É melhor
confiar no Senhor do que confiar no homem" (Sl 118.8)
Deus sempre soube o fim antes do começo. Contudo,
isso não significa que Ele tenha destinado de antemão
uns ao mal e outro ao bem.
Por sua presciência, Deus conhece as escolhas do
homem. Mesmo assim não interfere, uma vez que dotou
o ser humano de livre-arbítrio;
Ele não viola esse princípio. Embora essa
faculdade esteja grandemente prejudicada pelos efeitos
negativos, o homem tem, a capacidade de escolher entre
o bem e o mal. Ele não é um ser autônomo,
um robô um fantoche, mas um ser responsável
por seus atos.
CAPITULO 4: DEUS X MAL: O QUE ENVOLVE A ESPIRTUALIDADE
NO MAL
Na Bíblia Sagrada, mas precisamente no livro do
Profeta messiânico Isaías, em seu capítulo
45 e no versículo 7, Deus diz: "Eu formo a
luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal;
eu, o Senhor, faço todas estas coisas."
A palavra "mal" neste versículo vem de
uma palavra original que pode ter vários sentidos.
Neste contexto e em outros onde Deus faz ou traz o mal,
a palavra significa "calamidade" ou "punição".
É o oposto de paz. Deus usaria Ciro para "abater
as nações" (45:1). Em 45:8, Deus promete
salvação (paz) e justiça (punição
ou mal). Outros trechos usam a mesma linguagem. Os males
que Deus ameaçou trazer em 2 Reis 22:16 foram punições
e calamidades (veja Josué 23:15, onde aparece a
mesma palavra no original).
Baseado em Isaías 45:7, podemos afirmar que Deus
criou o mal, no sentido que um Deus justo e santo se afasta
do pecador e o castiga por sua iniquidade.
Muitos usam esse versículo para dizer que Deus
é um ser "equilibrado" que é tanto
bom como mau. Tal idéia é representada em
símbolos de religiões, como o "yin-yang".
Mas, o Deus verdadeiro não é um conjunto
de forças opostas. Ele é perfeitamente bom,
e não contém nada de maldade. "Deus
é luz, e não há nele treva nenhuma"
(l João 1:5).
Ainda outros têm exagerado o conceito da soberania
de Deus até o ponto de negar o livre arbítrio
do homem. Segundo alguns sistemas de teologia, Deus decreta
tudo, e o homem é impotente para resistir a vontade
do Senhor. Pessoas com estas idéias afirmam que
Deus predestinou cada pessoa para a salvação
ou condenação, e que Jesus morreu somente
para salvar as pessoas eleitas pelo capricho de Deus.
Jesus Cristo, pode dar plena solução ao
problema do mal - solução que representa
o maior valor filosófico no cristianismo - unicamente
se é Homem-Deus, o Verbo de Deus encarnado e redentor
pela cruz. Diferentemente, a solução - ascética
-cristã do problema do mal seria vã, que
ficaria, portanto, sem solução alguma. E,
em geral, a pessoa de Cristo tornar-se-ia inteiramente
ininteligível, se ele não fosse Homem-Deus.
Paulo de Tarso, na Cilícia, fôra um inteligente
e zeloso israelita. Não conheceu Jesus Cristo durante
sua vida terrena, mas, convertido ao cristianismo e mudado
o nome de Saulo para o de Paulo, tornou-se o maior apóstolo
do cristianismo. O problema que, sobretudo, preocupa Paulo
é o do mal, do sofrimento, do pecado, de que acha
a solução em Cristo redentor, crucificado
e ressuscitado. No Velho Testamento Deus tinha dado aos
homens a lei que, devido à miséria do homem
decaído, não tirava o pecado, embora fosse
uma lei moral; pelo contrário, até o agradava,
tornando o homem consciente de sua falta. No Novo Testamento,
Deus, mediante a graça de Cristo, tira o pecado
do mundo, embora nos deixando na luta e no sofrimento,
que Paulo sentia tão profundamente.
Não há dúvida de que o problema do
mal foi o selecionado contra o qual inutilmente se bateu
a grande filosofia grega, como qualquer outra filosofia,
visto ser o mal um problema racionalmente insolúvel.
Que coisa é, pois, precisamente este mal, que tem
o poder de tornar teoricamente inexplicável a realidade,
e praticamente dolorosa a vida? Não é, por
certo, o mal assim chamado metafísico, a saber,
a necessária limitação de todo ser
criado: porquanto esta limitação nada tira
à perfeição dos vários seres
a eles, devida por natureza, mas apenas aquela plenitude
do ser, que pertence unicamente a Deus, rigorosamente,
isto é, teisticamente concebido como transcendente
e criador, pois esse gênero de mal, no teísmo,
é plenamente explicável.
Não resta, então, senão o mal, o
chamado físico e moral, porquanto é limitação
da natureza, verdadeira imperfeição de um
determinado ser. O mal, físico e moral, é
um problema, precisamente se se considerar a natureza
específica do homem, a qual é a natureza
do animal racional, o que não significa certamente
lhe pertença a racionalidade pura, devida ao puro
espírito; mas certamente exige a subordinação
do sensível ao inteligível, do material
ao espiritual. Isto significa exigir que os sentidos sejam
instrumentos do intelecto e o instinto seja instrumento
da vontade, naquele característico processo que
é o conhecimento e a operação humana;
exige que o corpo humano e a natureza em geral sejam submetidos
às imposições do espírito,
como deveria ser em uma hierarquia racional dos valores.
Ora, se se considerar, sem preconceitos, o indivíduo
e a humanidade, a psicologia e a história, as coisas
serão bem diferentes. Com efeito, demais vezes
o sentido - do qual o conhecimento deve no entanto partir
- sobrepuja o intelecto. E bem poucos homens e só
com muitas dificuldades e não sem graves erros,
chegam ao conhecimento daquelas verdades racionais - Deus,
a alma, etc. - que são, entretanto, indispensáveis
para uma solução humana do problema da vida.
E, mais frequentemente ainda, o instinto assenhoreia-se
da vontade, e a maioria dos homens viveu e vive cegamente,
contra as exigências da própria natureza
racional, mesmo quando a verdade é conhecida pelo
intelecto.
Este é o mal moral, espiritual, que domina o mundo
humano. Pelo que diz respeito ao mal físico, a
coisa é ainda mais patente: basta lembrar o sofrimento
e a morte. Com isto, naturalmente, não se quer
dizer que a impassibilidade e a imortalidade sejam uma
exigência da natureza humana, como tal, mas unicamente
se quer frisar que a dor e a morte - bem como a ignorância
e a concupiscência - em sua atual intensidade, se
evidenciam como um estado inatural com respeito ao nosso
ser espiritual e racional.
Temos, pois, uma natureza, a natureza humana, que nos
parece desordenada. A filosofia conhece a essência
metafísica dessa natureza humana, deve reconhecer-lhe
também a desordem, mas ignora-lhe a causa.